quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pintassilgo

O pintassilgo pinta!
Pinta constantemente
Cantar, vez ou outra
Pintassilgo,Silgo que Pinta
Pinta borboletas,cores e flores
Toda natureza se encontra na tela
Reuni bichos e amores
Desprazer é inexistente!
Doces pinta abelhas,pólen e mel
Azedume,limão e fel
Mas, o Silgo que pinta
Largou o canto, aboliu o pranto e não chora de amor
Semeia alegria com o pincel em punho
O jardim se tornou festeiro!
Na companhia do luar,da aurora e do amanhecer
O Silgo que pinta
O pintassilgo pinta
Até suas mãos doer!

Naiara Antunes

À Saber

Que porto paro?
Que aeroporto alço meu meu vôo?
Que trilha, trilho?
Que faço,que quero, que venero?
Percorro caminhos...
Meu caminho se entortou!
Um furacão passa
Enevoa de cacos,retalhos e sapatos
Do vulcão,escorreu larvas indestrutíveis
Solidificando-se em segundos
Sem eira ,nem beira!
Torto, entortado!
Caminho deserto sigo só
E de companhia,alguns malfeitores...

Naiara Antunes

domingo, 19 de julho de 2009

Latência

Penetra nas entranhas da alma
E com isso faz a pele arrepiar
Burburinhos ao pé do ouvido
Revelando desejos incesantes

Pele com pele!
Toques suaves como amanhecer de primavera
Cores se revelam nos desejos
Mostram e demonstram!

Que outrora se escondiam...
Nos íntimos e últimos olhares
Antes das pálpebras se fecharem...
Em um prazer intenso

Sentir!
Uma intensidade imensa
Surgindo como um estandarlhaço!
De uma ave,no fim de um dia de verão

Àpice no sentir mútuo...
Conexão prazerosa com o divino
Maravilhoso!


Naiara Antunes

Parafraseando

Se Deus como palavras
Como poetizou Adélia
Quero escrever compulsivamente
Como a poetiza Lispector
Neste vasto mundo de Drummond
O que vale é a forma de se expressar
Não obstante,
Quero me expressar com arte!
A arte como no pensamento de Nietzsche

Naiara Antunes

domingo, 5 de julho de 2009

Imposição

Atiro o cigarro apagado
ao vaso sanitário
Afim de eliminar vestígios
desse vício amargo

Sob o chuveiro,nua
contemplo minha forma curvilínea no espelho
Numa forma de narcisismo
ilimitado e despudorado!

Corpo frágil!
Vunerável á toques e multilações.

Saio!


Visto a roupa,
imposição do social
Para cobrir a vergonha da liberdade
que fere as almas pudoradas

Acendo outro cigarro,
mas esse será lançado a rua...
Na boca da noite, no âmago da boêmia!
Lugares onde me encontro!

Naiara Antunes

Pano de Fundo

Canteiro de flores
Pomares de poemas

Doces frutas de ilusões
Àrvores no pano de fundo

Bela imagem!
Paisagem concreta

Abstrata aos artistas
Que sentem nitidamente a dor vingente

Posta entre flores e gentes
No jardim de idéias

Naiara Antunes

Entre meio(s)

O amor não se encontra
Não se perde, não se acha
Não tem fim, início, meio
Nem meios
Solto,preso
Grande,pequeno
Quente ou frio
Indiferente!

Nega a cor da pele
È pele!
Penatra na alma
Implode no coração
Bons ou maus sentimentos

Daimon!
Duplo interior?
Duplicidade de sentimentos?
Pode amar libertando...
Amarrando nas amarras
Do seu bem ou mau querer

Lembrança!

O outro como extensão do Eu
Continuidade do outro...
Eu outro, outro Eu!


Naiara Antunes